Enbralúpulo 2026 discutiu os desafios e as perspectivas da lupulicultura brasileira
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Enbralúpulo 2026 discutiu os desafios e as perspectivas da lupulicultura brasileira

Enbralúpulo 2026 discutiu os desafios e as perspectivas da lupulicultura brasileira

Nos dias 18 e 19 de setembro, a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, sediou o III Encontro Brasileiro de Produtores e Pesquisadores de Lúpulo – Enbralúpulo 2026, que reuniu pesquisadores, produtores, estudantes, empresas e profissionais ligados ao desenvolvimento da cadeia produtiva do lúpulo no Brasil.

O Enbralúpulo promoveu a integração entre ciência, tecnologia e setor produtivo, favorecendo o intercâmbio de experiências e a discussão de soluções para o fortalecimento da lupulicultura brasileira. Em um cenário de expansão do mercado cervejeiro e de valorização de insumos produzidos no país, o encontro constituiu um espaço para debates sobre inovação, sustentabilidade e competitividade do lúpulo nacional.

A programação contou com conferências, painéis temáticos, palestras técnicas, mesas-redondas, apresentação de trabalhos científicos e exposição tecnológica com empresas do setor. Entre os temas discutidos estiveram o cultivo do lúpulo em condições subtropicais, mecanização, pós-colheita, qualidade tecnológica, melhoramento genético, mercado, cooperativismo, mudanças climáticas e a articulação entre produtores, pesquisadores e indústria cervejeira.

Durante a abertura do evento, a professora Renata Cristina Batista Fonseca, vice-diretora da FCA, deu as boas-vindas aos participantes e falou sobre a importância da parceria entre academia e setor produtivo. “Nesse evento, a FCA reafirma seu compromisso com a produção do conhecimento, a inovação e, principalmente com a aproximação efetiva entre a universidade e o setor produtivo. Esse encontro é um evento que vem se solidificando baseado nessa importante parceria. Sabemos que a expansão da cultura do lúpulo no Brasil demonstra um potencial de uma cadeia produtiva que reúne ciência, tecnologia, empreendedorismo, indústria e mercado, mas também a participação ativa dos produtores. São eles que vivenciam os desafios da cultura, testam as alternativas, identificam os problemas, desenvolvem soluções e acumulam o conhecimento prático indispensável para estimular e orientar as atividades de pesquisa e inovação dialogando permanentemente com o conhecimento científico”.

O professor Filipe Pereira Giardini Bonfim, coordenador do Programa de Pós-graduação em Agronomia – Horticultura e integrante da Comissão Organizadora do evento, destacou a importância da realização do evento após um hiato de cinco anos. O professor também destacou o trabalho de todas as pessoas e instituições envolvidas no apoio e na organização do Encontro. “Essa parceria é fundamental e demonstra a confiança no segmento e dá um suporte gigante para vislumbrarmos o desenvolvimento da cadeia produtiva no Brasil. É isso que permite que possamos fortalecer redes e avançar de forma conjunta e integrada. Temos pessoas aqui de diversas regiões e instituições trazendo experiências, conhecimento e expectativas diversas. O evento é uma oportunidade de diálogos e novas conexões”.

A professora Valeria Cristina Rodrigues Sarnighausen, integrante do Grupo de Pesquisa: Lúpulo, Aplicações e Manejo (Lupam), representante do Programa de Pós-graduação em Engenharia Agrícola e representante da comissão organizadora do evento, apresentou números que mostram a expansão das pesquisas com lúpulo na FCA e no Brasil. “São materiais e conteúdos que falam do lúpulo brasileiro, ou seja, do cultivo do lúpulo em território nacional ou da sua caracterização. Essas informações são extremamente valiosas. Ainda precisamos de mais, mas a ciência brasileira está produzindo seus referenciais junto ao setor produtivo. Isso é muito importante. Após esse hiato de cinco anos estamos aqui para discutir a evolução técnica e científica da cadeia do lúpulo no Brasil e atualizarmos os nossos referenciais”.

A professora Valéria também anunciou que a intenção dos organizadores do Enbralúpulo é que o encontro assuma um caráter itinerante a partir da próxima edição, prevista para 2028. “Hoje a pesquisa e o cultivo estão consolidados e se espalhando por diversas regiões do país. São mais de instituições de ensino superior e instituições de pesquisa que desenvolvem estudos sobre o lúpulo nacional. Por essa razão, o Enbralúpulo precisa se lançar a novos horizontes e se aproximar ainda mais de produtores e pesquisadores de todo o território. O evento passará a adotar um caráter itinerante. Todas as universidades e institutos de pesquisa interessados estão convidados a sediar as próximas edições, com apoio integral da Comissão Enbralúpulo da Unesp de Botucatu”.

Representante do setor produtivo, Daniel Leal, vice-presidente da Aprolúpulo – Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo, ministrou a palestra de abertura do evento, apresentando um contexto geral da cultura do lúpulo no Brasil atualmente. “Para que a cultura do lúpulo possa continuar avançando em nosso país precisamos que o conhecimento sobre ela seja compartilhado e acredito que não há fórum melhor para isso que o Enbralúpulo. O meio acadêmico de um modo geral, não apenas a Unesp, está muito aberto para receber do produtor rural informações sobre os desafios e os problemas que acontecem no campo para que ele possa buscar soluções por meio das pesquisas. Queremos que o lúpulo se torne um tema cada vez mais estudado e que ganhe abrangência e diversidade”.